Recent Rains and Storms in Brazil: The Need to Improve Prevention and Resilience in the Face of Climate Change (original text in Portuguese)

In recent times, cities in different states in Brazil have been affected by intense rains and devastating storms, especially on the north coast of São Paulo, the mountainous regions (Rio de Janeiro), in several NE states, and in the southern region of the country...
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As Recentes Chuvas e Temporais no Brasil: A Necessidade de Aperfeiçoar a Prevenção e Resiliência em Face das Mudanças Climáticas 

José L Esteves, DBA., Prof. Dr. (jlestevesbr@gmail.com 

Pós Doutorado no PPAD PUC/PR; CEO da Exponentialis Educação 4.0/EducaZAP, Climate Leader Brasileiro pelo The Climate Reality Project, Membro Pesquisador das Redes Internacionais GSFN e RIPERC (*) 
 

Nos últimos tempos, cidades em diferentes estados no Brasil têm sido afetados por chuvas intensas e temporais devastadores, especialmente no litoral norte de São Paulo, as regiões serranas (Rio de Janeiro), em vários estados do NE, e na região sul do país - com o caso mais recente de dezenas de municípios, principalmente no Rio Grande do Sul. Esses eventos extremos têm causado impactos significativos nas comunidades, resultando em inundações, deslizamentos de terra e uma série de consequências negativas para a população e a infraestrutura local. 

 
É fundamental reconhecer que essas chuvas intensas estão diretamente relacionadas ao estágio alcançado pelos impactos das mudanças climáticas. As alterações nos padrões climáticos têm levado a um aumento na frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como chuvas torrenciais, e têm sido apontadas como uma das principais causas desses fenômenos, tornando-se uma preocupação urgente que requer ação imediata. Estamos diante de um cenário preocupante, e será crucial aprimorar os sistemas preventivos de alerta e investir em sistemas preditivos e tecnologias avançadas para ampliar a resiliência das populações diante de eventos extremos. Essas medidas podem desempenhar um papel central na mitigação dos danos causados pelas chuvas e temporais, bem como na proteção da vida e da propriedade das pessoas afetadas. 

Em relação aos sistemas preventivos de alerta, precisamos fortalecer e expandir a cobertura dos sistemas de monitoramento meteorológico e hidrológico, garantindo uma comunicação eficaz dos alertas para as autoridades competentes e para a população em risco. Além disso, é importante investir em estratégias de conscientização e educação da população, para que estejam preparadas para agir diante de situações de emergência e sigam as orientações dos órgãos responsáveis. Esse investimento em sistemas preditivos e tecnologia, inclusive, desempenha um papel crucial nas estratégias de ampliação da resiliência das populações. Através da utilização de modelos matemáticos avançados, inteligência artificial e análise de big data é possível obter informações mais precisas sobre padrões climáticos, riscos de inundações e deslizamentos de terra, de maneira que as tomadas de decisões sejam mais assertivas, e o planejamento adequado as medidas preventivas que se fizerem necessárias. 

E mais: Torna-se necessário investir em infraestrutura resiliente, como sistemas de drenagem e contenção de enchentes, construção de moradias seguras e implementação de políticas de gestão de riscos. Essas medidas visam reduzir os danos causados pelas chuvas intensas e aumentar a capacidade das comunidades de se recuperar rapidamente de eventos extremos. Somente através de uma abordagem integrada, que envolva governos, comunidades e setores acadêmicos e científicos, poderemos enfrentar os desafios das mudanças climáticas e proteger as vidas e os meios de subsistência das pessoas afetadas: É fundamental que em todos os níveis, reconheçamos a importância dessas questões, no sentido de clamar pela implementação de políticas e medidas concretas para lidar com os impactos das mudanças climáticas. Isso incluirá a ampliação de recursos adequados para a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias que possam fortalecer as capacidades - e a resiliência das comunidades diante de eventos climáticos extremos. 

Além disso, é necessário promover a cooperação entre diferentes atores, como agências governamentais, instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil e comunidades locais. A troca de conhecimentos, a participação ativa da população e o engajamento de todos os setores da sociedade são fundamentais para enfrentar os desafios e encontrar soluções sustentáveis.  

A prevenção e resiliência em face das mudanças climáticas não são apenas uma responsabilidade dos governos, mas de toda a sociedade. É essencial,  por exemplo, que as empresas adotem práticas sustentáveis, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e implementando medidas de adaptação em suas operações. Os cidadãos também podem contribuir, adotando comportamentos mais conscientes em relação ao consumo de recursos naturais e apoiando iniciativas de conservação ambiental. Estamos enfrentando um desafio global, o que vai demandar que as ações empreendidas estejam coordenadas em nível internacional.  

O Brasil, como um dos países mais afetados por eventos climáticos extremos, tem a responsabilidade de ser um líder na busca por soluções e na promoção de acordos internacionais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar os impactos das mudanças climáticas. Somente com uma abordagem abrangente dessas ações governamentais e o engajamento da sociedade, poderemos enfrentar os desafios e construir um futuro mais seguro e sustentável para todos. 

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10 months ago

Dear Jose, thank you for sharing this article. To make your insights more useful to our members who are working in conservation professionally, could you please add to this article your answer to the following questions (based on our Contributor Guidelines)? 

 1. Which lessons learned can I share on this topic that could benefit the wider conservation community/people working on this topic?

2. What did I wish I would have known before I started working on this topic and could be useful to share with other professionals now?

3. Which piece of information on this topic do I feel is currently missing in the conservation sector? 

Thank you.